Terça-feira, 23 de Junho de 2009


SEGUINDO EM FRENTE
por Regilene Rodrigues Neves

Segui o silêncio do destino
Que levanta a aurora
Embevecida de luz
Raios de sol amanhecem jogados
Sobre a terra cultivando esperança
Na face do solo
Onde um caminho
Sai andando seguindo o horizonte...

Deixo para trás roupas rasgadas pelo vento
Em face de um novo encantamento
Que me espera lá na curva
De uma estrada
Que me levará para a felicidade...

Aqueço-me no calor da liberdade
Correndo com a menina
Que existe em mim cheia de alegria
Solto meu sorriso pela manhã
Abraço o dia que orvalha as flores
Respiro o perfume colhido dos jardins
Suspiro meus desejos pelo tempo...

Procuro energias positivas
Soltas ao meu redor
Para desfazer as tempestades
Que eu possa encontrar
Se alguma me molhar de lágrimas
Serão de mudanças para uma nova estação
Que me ensinarão que chorar e sorrir
Fazem parte da vida!

Assim vou seguindo em frente
Plantando flores entre as pedras
Construindo meu destino
Com pedaços inteiros de amor
Onde o mal suas marcas me deixou...

Para trás deixo folhas
Cheias de sentimentos
Escritas no passado
Poesias de alegrias e tristezas
Seguem contando minha história
O destino tem sua trajetória
De algures e glórias!

Em 23 de junho de 2009

Segunda-feira, 22 de Junho de 2009


RASTRO DE UM SONHO
por Regilene Rodrigues Neves

Segui um rastro de sonho
Dormindo sobre um tapete
De folhas de outono
Algumas amareladas de lembranças
Outras ressequidas de desilusão

Fazem-me debater sentimentos
Ousados de um sonho
Ainda amadurando nos galhos da vida
Que frondosa e verdejante
Joga-me suas folhas de esperança...

Em sono profundo m’alma
Refugiava-se nessa quimera
Cheia de fantasias...
Corro atrás da alegria
Feito pássaro na gameleira
Assoviando ilusões de utopia...

Em devaneios
Sigo um caminho
Por uma estrada
Que passa dentro de um coração
O amor escorre vermelho de paixão...

Desejos sangram
Entranhas dilatadas
Expulsam emoções
Contidas num corpo
Sobre o tempo...

Somente o pensamento acordado
Refugiado no colo da memória...

De olhos fechados
Enxergo apenas um sonho de amor
Que teimara dormir comigo
Quando ainda me deitava...

Um vento andarilho
Cobre-me de folhas
Escondendo-me a face
Solitária da noite

Sem estrelas o céu
Perde-se na escuridão
Sem nenhuma compaixão
Por um sonho
Que ali no meio do nada
Vaga do meu corpo...

O amor procura
Um lugar onde possa acordar
Dentro de mim
Sem ter que viver de sonhos perdidos...

O dia amanheceu varreu as folhas
Daquele dia de outono...
Imperceptível uma nova estação se aproxima
Os restos do meu sonho
Ainda seguem seu rastro...

Pegadas por um caminho de amor me levam
Pedaços do meu sonho jogados numa estrada
Por ela eu sigo sem perder
Meu sonho de vista
Dentro de mim ele grita não desista
Quem sonha um dia conquista
Só assim esse amor vai me encontrar
E o meu sonho realidade se tornar!...

Em 22 de junho de 2009






Quinta-feira, 18 de Junho de 2009


SONHO DE AMOR
por Regilene Rodrigues Neves

Deito-me ao lado de um sonho
Seu nome é amor
Sua boca sussurra
Palavras que me aquecem
Seus lábios me beijam
Dissolvendo nuvens...

Além quimeras eu me sinto
Numa fantasia etérea de desejo
Enrosco-me no teu corpo
Jogado sobre o meu
Misturo-me no teu abraço
E nos teus braços
Ouço a noite lá fora...

As estrelas envoltas num manto
Me cobrem de felicidade
Um cheiro de saudade
Entra no quarto
O perfume da noite
Tem fragrância de lua...

Me aninho dentro de ti
Abandonada num átimo de ternura
Confesso meus segredos
Ouço seus mistérios
Na dimensão do infinito...

Um grito de euforia
Sai do meu peito
De um jeito louco
Quase afoito
Atravessa o silêncio
Corre pelo jardim
As rosas não falam
Simplesmente roubam
A essência de m’alma...

Meu sonho dorme lado a lado comigo
É um amor inteiro
Puro e verdadeiro
Que sorrateiro me toma
Veste meu coração de ilusão
Sonho um sonho acordado
Ouço nossos risos
De amor misturado

Absoluto
Desvirgina a madrugada
Em sua utopia
Vira uma poesia
Que corre solta lá fora
Aqui dentro um sonho me devora
Somente o travesseiro me consola...

Amanhece
É quase aurora
O sol entra na janela
Acordando um sonho
Que dormiu comigo
Numa linda fantasia de amor!

Em 18 de junho de 2009






SAUDADE
por Regilene Rodrigues Neves

Que saudade é essa
Que dói no lugar da presença
Que faz a ausência
Ser infinita lembrança
Num caminho onde a esperança
É feita dessa saudade
Que traz para perto
O que o ontem me levou...

Roubando-me a felicidade
Que era estarmos juntos
Partilhando alegrias e tristezas!

Ah! Saudade...
Tamanha é a falta
Que deixa meu coração impotente
Numa dor de amor
Que me faz sentir vazia
Tornando os meus dias
Em melancólica nostalgia...

Saudade incompleta
Numa parte que me falta
No pesar da minha alma
Que dilatada
Se abre em profunda falta de ti!...

Quisera tantas vezes em pensamento
Traze-lo nesta saudade
Para mais um minuto
Estar perto da tua presença,
Mas somente as lembranças
Sobraram entre nós
Deixando para trás esse rastro de dor!

Maior que a saudade é meu amor
Que não o deixa partir
Fazendo-te existir nos meus dias
Que seguem sentindo falta de ti!...

Em 18 de junho de 2009

Quarta-feira, 17 de Junho de 2009


PINTANDO DE AMOR A VIDA
por Regilene Rodrigues Neves

Pintei de rosa alguns sonhos
As paredes da minha alma
Colori de fantasias...

Corri feito menina
Na minha imaginação
Pintei de vermelho minha paixão
Escorreram alguns sentimentos de amor
Outros ainda em flor
Coloriram minha alma...

De rosas enfeitei minha vida
Alguns espinhos me feriram,
Mas nada que a beleza
Exuberante de uma flor
Não pudesse me afagar de amor!

Nesse cenário
Algumas vezes imaginário
Pintei minha felicidade
De cores cheias de alegria
Pintei poesia no colo de uma utopia
Que por vezes me fez pintar
De esperança meu coração!

Quisera nele viver cores
De doce ilusão
Mesmo que virasse
Somente uma tela de emoção
No meu solitário coração!

Nesta paisagem
Retoquei alguns sonhos perdidos
Para que não perdessem
A beleza dos sonhos
Que nascem e renascem
Para colorirem a alma
De sonhos de amor!

Pintei primaveras
Em cada estação
Mesmo que algumas
Cheias de outono
Caíssem nas manhãs
Ressequidas de noites solitárias...

Algumas frias de inverno
Pintadas de cinzas
Encontravam pétalas soltas
Dentro do peito!

Por esse caminho
Andei ilhas
Até encontrar um sol de verão
E novamente aquecer meu coração
Que espera sempre uma linda primavera
Para pintar cores
De alegria e emoção!...

Em 17 de junho de 2009

Terça-feira, 16 de Junho de 2009


HISTÓRIAS DE AMOR
por Regilene Rodrigues Neves

Voo em direção ao vento
Seguindo pensamentos de amor...

Nuvens se aproximam
Desenham um rosto
Num coração exposto...
Na calada da noite
Ouço a voz do silêncio
Meditando no longínquo...

Sentimentos derramam
Do meu frasco de ternura...

No chão uma lágrima caída
Reflete a saudade
Que escorre por um caminho
De lembranças...

Meu olhar se perde no infinito
Atravessa o tempo
Imprimindo do peito recordações
O amor cheio de emoções: Suspira!
O ar parece respirar
Meus sonhos adormecidos...

Meu sorriso esquecido
No canto dos lábios
Nem se lembra mais da felicidade
Ela passou na velocidade do tempo
Nem deu tempo de descer na estação solidão
Tentei segurar na sua mão
Que doce ilusão!

O amor intacto
Resvala numa parede
De sensibilidade
Escreve versos para a saudade
Que segue no vagão solidão...

Para trás ficou o passado
Mostrando a paisagem
Que passa em frente
O presente feito de memórias
Corre atrás do futuro
E de uma outra história de amor...

Em 16 de junho de 2009

Quinta-feira, 4 de Junho de 2009


ESSE CAMINHO QUE EU MESMA ESCOLHI
por Regilene Rodrigues Neves


Por onde caminho meus passos se perdem
Numa estrada de curvas fechadas
Retas incertas me esperam
Do outro lado do destino
Feito andarilho percorro sentimentos
De uma vida em descaminho...

Meu ontem e meu hoje
Sem nenhum futuro...

Me acovardei com a perda dos sonhos
A medida de uma realidade brutal
Fui me apegando aos meus medos
Virei ilha dentro de mim
Prisioneira minhas asas sobrevoam
Rasantes de incertezas...

Não passo de um poema triste
Jogado a ermo na alma
Uma lágrima cai do pensamento
Enquanto olho para frente
Sem ver o poente...

Vou seguindo a noite
Que se aproxima em silêncio...

O abraço da solidão
Vira carinho
E eu passo a senti-la
Como uma companheira
Dos meus dias solitários...

Atravesso meu destino
Sem saber para onde ir
A vida me leva
E eu levo a vida
Dentro de um poema sem rumo...

Ás vezes penso em parar
Grito dentro de mim
Para que ninguém ouça meu lamento
Não quero pena sou maior que ela.

Apenas uma tristeza que se apegou a mim
E fez minha alegria ir se esvaindo aos poucos...

Hoje sou uma folha de outono
Cai de uma árvore
Outrora frondosa de primavera
O mais perto que chego
É de um inverno frio
Que rouba dos meus sentimentos minha emoção

Viro um espectro passageiro da vida
Sem nenhum sonho dentro do peito
Ainda procuro um resto de esperança
Para não morrer esta poesia que me consola

Talvez em algum poema eu sobreviva
E sopre a última quimera dos meus sonhos...

Vou seguindo em frente
Ando devagar porque já tive pressa
E só chorei demais
Esta música toca dentro de mim
Vou repetindo cada estrofe
Seus versos me inspiram

Descubro que nada eu sou
Que nada eu sei...

Vou seguindo em frente
Tento não olhar para trás
Para não me perder de vez
Quem sabe lá onde meu olhar não alcança
Algo melhor me espera
Acho que ainda resta uma esperança
Minha fé em Deus ainda me faz acreditar
Num dia melhor que ontem...

Preciso ir
Vou continuar nesse caminho
Não sei se chego lá,
Mas quero tentar pelo amor que tenho na vida
Ela ainda respira dentro mim
Numa inspiração de amor
Mesmo que eu não for
Num poema chegarei lá
Para que eu possa encontrar a minha paz!

Em 04 de junho de 2009

Quinta-feira, 28 de Maio de 2009


SONHOS ACORDADOS
por Regilene Rodrigues Neves

Os sonhos acordam
Espreguiçando esperança na manhã
Uma luz entra pela fresta da alma
Que deixou entreaberta a janela do futuro
Para que o ontem em seu passado
Não perdesse a expectativa de um novo dia!...

Existe sempre uma promessa
No caminho em frente
Novos horizontes esperam
Aquele que não se curva no poente...

Lá fora o outono amadurece suas folhas
Que irão cair sobre a terra
Adubando o tempo
De estação em estação
Colheremos sonhos plantados no deserto
Porque entre as pedras também nascem flores!

Acreditar é tornar possível no amanhã
O que no ontem pareceu impossível.

Ultrapassar as barreiras
É tornar o medo menor
Que a capacidade
De confiar em si próprio.

O sol nasce para todos,
Mas só ilumina aqueles
Que deixam entrar a luz
Do amor no coração!

A paz é o desejo da alma
Que pratica o bem sem olhar a quem!

Colha a alegria de um sorriso para o próximo
A felicidade é um gesto de bem querer
Que doamos para receber flores!

O espetáculo da vida
Nasce todos os dias
Para acordar os sonhos
Que sonharam toda a noite
Sobre o absoluto do universo!...

Uma nova aurora
Sempre virá depois de um crepúsculo
Para realizar os sonhos
Que sonharam acordados...

Em 28 de maio de 2009

Segunda-feira, 25 de Maio de 2009


SONHOS DE AMOR
por Regilene Rodrigues Neves

Sonhos dormem no infinito
A noite repousa entre a lua e as estrelas
O amor sonda a saudade
Rodopia a felicidade
Que dança sobre quimeras...

Fantasias despem o luar
Desejos provocavam volúpias
E a noite faz amor
Em êxtase de luxuria...

Na janela aberta para o céu
Devaneios debruçados
No parapeito dos sonhos
À magia da noite em velada poesia
Embriaga-se de utopia...

Rastros de luz seguem a escuridão
E o silêncio sussurra para o coração
Um poema de amor!

No leito do universo
Amantes dormem acasalados
Em chama etérea
Epopéias abstratas vagam
Cheias de sentimentos...

Emoções escorrem suas lembranças de afeto...

Um átimo abraça o peito cheio de carências
Navega a alma solta no firmamento
Onde um sonho dorme com o seu amor...

Em 25 de maio de 2009

Domingo, 24 de Maio de 2009


FOLHAS DE OUTONO
por Regilene Rodrigues Neves

Eu sou a folha que cai do outono
E o vento leva para o amanhã
Procurando meu destino...

Eu sou a liberdade
Que nela plaina sobre o tempo
Muitas vezes eu sou vento
Que leva os sonhos de mim...

Minha direção
Lá fora corre sem pressa de chegar
Corro para algum lugar
Onde eu possa pousar...

Sei que minhas folhas
Pelo caminho vão ficar
Vão amadurecer e secar
E até se quebrar,
Meus pedaços pelo chão
Vão se espalhar
E a minha estação vai passar

Tão logo chegue o inverno
Ao passado vou retornar
Numa lembrança do outono
Minhas folhas vão amarelar...

Primaveras vão chegar
E novas folhas minhas espalhar
Para que eu possa retornar
E o meu destino continuar a procurar...

Em 24 de maio de 2009


SONHOS PERFUMADOS DE AMOR
por Regilene Rodrigues Neves

O perfume da rosa vermelha
Cheira sonhos de nós dois...
O amor exala sua fragrância
Violada de paixão
Impregna minha pele de devaneios...

Respiro sentimentos
Teu cheiro penetra meus poros
E eu cheia de amor suspiro!...

Viajo num sonho acordado de felicidade...

Despida minha lealdade te entrego
Minha emoção grita
Ao compasso do som da tua voz
Soprando sentimentalidades dentro de mim!

Alço voos de alegria
Teu olhar minha pele arrepia
Viro fantasias de um amor
Etéreo entre nós dois...

Corro descalça na direção do vento
A liberdade vem atrás cheia de poesia
Soprando versos para o destino
Te imagino num pensamento quase insano
Gritando te amo... te amo... te amo...

Preciso desse cheiro de amor
Que a rosa vermelha exalou pra mim
Quero-te assim numa essência de paixão
Que derrama sonhos dentro de mim...

Sentindo-te em cada pétala que toco
E me provoca sonhos perfumados de amor...

Em 24 de maio de 2009

Sexta-feira, 22 de Maio de 2009


UMA HISTÓRIA DE AMOR DE MÃE E FILHA
por Regilene Rodrigues Neves

O nosso poema
Está todo esse tempo no meu peito
Às vezes cheio de amor
Outras vezes cheio de mágoas
Numa barreira muitas vezes intransponível
De um lado meus sentimentos presos
No teu lado cheio de orgulho
Enchendo-me de incertezas e medos

Quantas vezes sonhei com o teu colo
Numa lembrança da minha infância
Voltei lá no teu ventre para me abrigar
Quis recomeçar concertar
Esse caminho dilacerado de dores
Que nos separou... Carências minhas
Multiplicaram-se num amor
Misturado de pai e mãe!

Cresci alimentando sonhos
Perfeitos de nós duas
Alimentei nosso amor
De mãe e filha
Fiz de ti meu espelho
Refletindo garra força e coragem
Para que eu também pudesse vencer...
Sobrevivi quando a vida
Parecia se esvair de mim
Queria continuar acertar nossas diferenças
Para um dia cheia de amor te abraçar

Meu amor ficou frágil e sensível
Ganhei asas de poeta para voar
Além desse lugar que me impediu de te abraçar...

Trago o beijo na tua face
Nos meus lábios,
Mas ainda trago meus medos da infância
Um dia sem querer rejeitou o meu abraço
Naquela criança ele cresceu em forma de abandono
Nunca mais fui à mesma menina
Que apenas procurava carinho de mãe...

Sei que não teve culpa
Apenas eu que guardei sentimentos...

Mas hoje eu cresci
E a maternidade me ensinou algumas coisas
Que antes não assimilava
Então eu te perdoei
E no peito te carreguei
Num poema de mãe!

Não me tornei a filha dos teus sonhos
Perdi-me nas minhas carências
Deixei que elas tomassem proporções
Maiores que a razão
Vivi para meu coração abandonado
Tentei preenche-lo de amor de pai e mãe
Num outro amor que me arrancasse essa dor,
Mas fracassei por não ser substituível...

Cometi tantos erros que agora sei entender
Dentro de mim ainda mora
Uma criança amedrontada
Que por vezes chora de carência
O amor virou para mim um precipício
Onde cai e não consigo voltar
Tenho medo de amar

Porque o amor para mim
Não teve alicerce
Construí meus castelos na areia
Procurei um príncipe
Que nunca existiu
Sonhei fantasias que nunca abracei
Muitas vezes quis tomar posse
Do que nunca foi meu
Por necessidade de amar e ser amada

Sofro o medo
De ter passado para os meus filhos
Minha frustração
E continuar uma amarga geração...

Mãe
Peço-te perdão por me sentir assim
Tenho-te como um exemplo de mãe
Apesar desse sentimento de culpa
Que me afasta de ti
Para mim é uma guerreira
Que no seu campo de batalha
Teve que matar seus leões
E ainda sobreviver para os teus filhos!

Meu amor
Talvez fique entalado em vida,
Mas sempre será um poema lindo de Mãe!

Te amo e te amarei para todo o sempre...

Em 22 de maio de 2009




PALAVRAS DE SAUDADE
por Regilene Rodrigues Neves

Outono
Ainda caem suas folhas dentro de mim
Sentimentos recolhem o tempo
E o vento sopra uma poesia
Que sussurra versos de saudade...

O passado respinga
Uma lágrima por você
Palavras de amor
Tentam recompor
O lugar vazio que você deixou...

No mesmo lugar
Tudo ali esta
Para lhe lembrar
Tento me apegar
Ao resquício da sua presença
Para que a dor não seja maior
Que o tamanho do meu amor!

Porque esta despedida?...

Ainda tinha tantos abraços
Dentro dos meus braços
Esperando o seu beijo
Aquecer o meu rosto
Com o calor do seu corpo...

Ah! Sua ausência
É um grito abafado de saudade
Que perturba o meu sonho
Trazendo de volta recordações...

Todas as lembranças
São detalhes que se juntam
Você respira do meu lado,
Mas quando lhe toco
Apenas a euforia
De lhe imaginar
Vem numa dor me calar
Tento desesperadamente pegar
O que sobrou de nós dois...

Aqui tudo é tristeza
Em cada canto
Sua voz sussurra
Dizendo que me ama...

A paisagem
Tem uma beleza em preto e branco...

As folhas do outono
Esperam outra estação
Sei que o frio
Vai abrigar no meu coração
Por algum tempo
Vivendo nesta comoção
Do nosso amor

Outrora a saudade virá
De algum lugar lhe lembrar
Detalhes esquecidos
Vão me abraçar
Para eternamente
Entrelaçar nossos sentimentos
E o nosso amor renascer em outro amor...

Em 22 de maio de 2009

Terça-feira, 19 de Maio de 2009


DATA QUERIDA
por Regilene Rodrigues Neves

Pequeno anjo
Você chegou à minha vida
De uma forma iluminada
O maior presente
Que uma mãe pode ganhar
O maior sonho que ela pode
Conquistar e realizar!

De alegria e esperança
Você encheu os meus caminhos
É a luz e a estrela que veio me guiar
Só posso lhe amar... lhe amar e lhe amar
Nesse dia especial que é seu aniversário
Onde abro o livro das lembranças...

O exame positivo
Você no meu ventre
Sendo gerado
Com amor e indivisíveis sentimentos
Emoções sustentaram os meus dias
São momentos de intensas alegrias...

Hoje você completa dez anos
Meu pequeno Lucas
Queria poder realizar
Todos os seus sonhos
E lhe proteger eternamente
Com minhas asas de mãe,
Mas sei das minhas limitações
Que não alcançam todos os meus desejos...

Trago minha fé
Elevada ao Deus Altíssimo
E rogo e suplico que Ele lhe ampare
Com seu amor de Pai
E lhe proteja nessa estrada
De sonhos e conquistas
Que você tem pela frente...

Meu amor por você: Meu filho!
É infinito...
Vai por onde você for
Ele lhe cobre protege e ampara
Nas alegrias e nas tristezas
Porque é amor de mãe
Amor único e verdadeiro
Não tem bens que pague
Esse amor entre nós!

Não tenho riquezas materiais para lhe oferecer,
Mas posso lhe guiar por um caminho reto
Na felicidade simples das pequenas coisas
Advindas do amor e da humildade...

Que as lições:
Ensinam-lhe o discernimento e a sabedoria
Para que o seu sucesso
Tenha sabores e glorias do seu caráter!

FELIZ ANIVERSÁRIO LUCAS!!!

Em 19 de maio de 2009

Segunda-feira, 18 de Maio de 2009


SAUDADE IN MEMORIAM
(VICTOR PIRES NEVES)
por Regilene Rodrigues Neves

Saudade
Dor aflita na alma
Que traz culpas e medos
Dos sentimentos

Tantas palavras que quiseram
Significar alguns conselhos,
Mas que agora diante da perda
Ficaram tão banais
Remoendo somente a dor
Num amparo de melancolia!...

Lembranças tuas
Renasce a segundas-feiras
Numa estrada solitária
Longe de nós...

Ainda ouço o violão
E a sua canção na despedida...
Quantas segundas ainda virão
Para recolher nossa tristeza
E deixar somente
Paz nas tuas lembranças?...

Segue teu sono
Liberto das nossas imperfeições
Voe como anjo
Nas asas de um menino
Que aqui amou e foi amado!

Ainda não aprendemos a dizer adeus...

Perdoe-nos por sentir tanto tua ausência
Por confundir nossos sentimentos
Na incompreensão do que
Por Deus foi compreendido!

Ensina-nos o amor
Que pela ventura dos caminhos
Deixamos de partilhar em laços de família...
Sabemos te amar sempre e eternamente
Numa reflexão que nos faz repensar
Nossos conceitos da vida e da morte!

Questionamos nossos erros
Perguntamos por quê?
A resposta é uma lição
Que haveremos de aprender
Para entender os desígnios de Deus!...

Talvez ainda esteja sobrevoando
Pelos teus caminhos
Rompendo os limites do teu corpo
Ganhando liberdade
Em direção do infinito
Numa outra visão quem sabe?

Fazendo-nos entender
A grandiosidade da vida
Que aqui não conseguimos dimensionar
Pelos valores da matéria!

Alça teu voo de anjo grande pássaro
Leva o nosso amor
E deixe-nos o perdão por nossas fraquezas!

Resta-nos a gratidão e a alegria
De ter vivido e aprendido contigo!

Em 18 de maio de 2009

Quinta-feira, 14 de Maio de 2009


VIDA EM POESIA
por Regilene Rodrigues Neves

A vida em sua sede
Bebe cálices de sonhos
Embriaga-se do dia e da noite
Para colher fantasias
Na face do horizonte...

A esperança faz seu caminho
Na estrada do infinito
Átimos dormem no firmamento
Sentimentos aleatórios
Amores transeuntes
Quimeras de ilusão se apegam
Na epopéia do silêncio...

Bebo a vida
Em copos de anseios
Tentando saciar
Minha sede de viver,

Viver o meu tudo e o meu nada
Para não esquecer minha origem
De aprendiz do meu eu
Alguém que anda lá fora
Sorrindo e chorando por dentro!

Sou uma poesia
Que conta sua história
De derrotas e glorias
Pelas alíneas dos sentimentos
Um pássaro que alça vôos do coração
Um ninho de amor
Onde abrigo minha emoção.

Quantas alegrias
Quantas lágrimas
De encontros e desencontros...

Sobre o papel
Meus dedos deslizam
Acariciando toda uma vida
Entrelinhas que vivi
De desejos e inspirações...

Quão ávidas foram minhas aspirações
Que cheguei a transcender meus limites
Voei no alto mais alto de uma poesia
Porque nela a vida me sorria
Seu sorriso de felicidade

Quantas verdades em versos
Guardados em relíquias da minha vida
Legado de lembranças minhas
Para que a saudade não sofra
A minha ausência
Porque estarei viva em versos
Em cada lembrança de um poema meu!

Em 14 de maio de 2009




Terça-feira, 12 de Maio de 2009


POEMA EM ALTO MAR
por Regilene Rodrigues Neves

Um poema de amor
No meu íntimo
Sente desejos
Ouve a saudade
Navegar em seu oceano de lembranças...

Suspiros intercalados de volúpia
Sussurros de promessas de amor
Escuta as ondas me levarem
Dentro de um frasco
Cheio de sentimentalidades...

A deriva meu destino em silêncio
Viaja em sua nau de sonhos...

Sentimentos em lugares desertos
Somente a alma ali esteve em pensamento
Escrevendo sua poesia em fábulas...

A fantasia despida
Toda nua mostra o leito do mar
Odes ancoradas no cais
Versos líricos escorrem ópio na areia
O amor suspenso em sua epopéia itinerante
Segue levando lembranças dentro do peito...

Encontrei ilhas
Prisioneiros sentimentos
Deitados em sonhos...

A lua volátil companheira solitária
Derredor de estrelas iluminadas
De mistérios... segredos guardados ali
Inspirando poetas transeuntes...

Rascunhos... de poema em poema...
Um verso de felicidade
Uma estrofe de saudade...

Soprei ao léu minha liberdade
Abracei intimidades
Deitei meu pensamento no colo do vento
O amor de algum lugar soprou outra poesia
Que beijei na face do tempo...

Em 12 de maio de 2009

Sábado, 9 de Maio de 2009


MÃE
por: Regilene Rodrigues Neves


Mãe
Ventre
Concepção
Vida
Multiplicação!

Mãe
Colo
Afago
Proteção
Mãe simplesmente coração
Porque mãe é amor!

Não tem medida
Nem regras que a definem
Suas palavras
São sempre gestos de grandeza
Tamanha sua realeza
Majestade em pura beleza de mãe!

Expressar o teu significado
É dar adjetivos e qualidades de uma mulher
Multiplicada em uma.
Tua faceta é um diamante lapidado
No mais caro e mais raro dos sentimentos
Porque mãe és uma jóia
Que nos adorna de puro amor!

És a própria flor
De um perfume único
Tua essência está impregnada em nós
Em fragrância indivisível...

Tua alma é uma árvore frondosa
Onde abriga filhos que nela pousam
Para sonhar sonhos infinitos de mãe...

Teu retrato é um coração
Em resumido sentimento de mãe.
Mãe que pede com a razão
E manda com a emoção!

Se fere nos espinhos,
Para que peguemos somente a rosa!

Tua magnitude advém de Deus
Que como benção ganhou o ventre
Para gerar uma geração
Herança hereditária de genes
Homens e mulheres.

Mãe o nosso amor
Não morrerá jamais
Porque nem a vida e nem morte
Desfaz esse laço de ternura entre nós!

Para todas as mães
Feliz dia das mães!

Em 09 de maio de 2009

Quinta-feira, 7 de Maio de 2009


ESSA PONTE CHAMA-SE AMOR
De Regilene Rodrigues Neves

Para atravessarmos a ponte
Entre eu e você
Antes é preciso construí-la
Jogar fora os excessos
De ressentimentos e orgulho.
Colocar amor
Em cada revestimento
Solidificar a base,
Para que ela suporte
As interferências do inimigo
Que quer somente nos separar...

O amor
É mais forte que o aço
Podemos mais que um mero metal
Podemos derreter todo esse mal
Que nos impede de atravessar a ponte
Entre a amizade e o amor!

Somos uma grande família
Cuja genética nos aproxima
Pela hereditariedade de Deus!

A maior felicidade
Está na sabedoria
E sermos todos irmãos
Compreender um no outro
O que não fora compreendido
Pelos nossos pais!

A nossa lição
É aprender com a vida
O que ela nos ensina
Nas alegrias e nas tristezas.

Acordar e respirar a vida
É algo tão maior
Que emociona
Porque é sentimento
O que existe dentro de nós!

Olhar ao lado
Amar beijar e abraçar o próximo
Com certeza nos realiza.

Se você não ultrapassa a ponte
Impede-se de conhecer o outro lado
Do outro lado é a felicidade
Que você ignora
Se você nunca esteve lá
Impediu-se de ser feliz!

Esta muitas vezes é a razão
Do seu vazio e da sua tristeza
Talvez se amasse mais
Abraçasse mais
Beijasse mais
Venceria seus medos
E a ponte que nos separou
Hoje seria um caminho longo de amor
Que nos faria crescermos
E conhecer a verdadeira felicidade!

Porque a felicidade é simplesmente
O amor que você constrói todos os dias!

Em 07 de maio de 2009




IN MEMORIAM

V entos sopraram naquela tarde que
I nfinito tornou os meus caminhos...
C ada minuto dos meus dias
T estemunharam momentos de alegrias...
O ntem ainda estava aqui
R indo para minha felicidade

P edaços vividos com intensidade
I deais e sonhos da minha liberdade!...
R eal fora a vida que aqui partilhei
E com amor abracei
S onhei... Ah! Como sonhei...

N as certezas e incertezas dos meus medos
E ncontrei um “maluco beleza”
V elado em sentimentos etéreos
E no cenário mágico da vida contracenei com a morte
S úbita da minha eternidade... De mim sobraram saudades!...

+ 04.05.2009

Quarta-feira, 6 de Maio de 2009


DESPEDIDA – IN MEMORIAM (VICTOR PIRES NEVES)
De Regilene Rodrigues Neves

Olho em volta
A noite é uma poesia
Que pede ao violão
Para tocar sua preferida canção: Maluco beleza
Fazendo-nos cantar e chorar ali de emoção
Com tamanha tristeza...

Mãos de mãe
Sobre o seu peito
Ouvem o seu coração
Inerte ao relento
De uma brutal separação...

Quisera a vida em despedida
Fazer-nos reviver seus últimos momentos
Sentir juntos suas alegrias
Conquistas que a sua juventude
Abraçaram ao mesmo tempo...

Tempo que já ouve a saudade
Como um triste lamento
De um pai desolado
No seu olhar sôfrego de despedida...

As lembranças revivem
Um filme seu...
Trazem para nós o dia que você nasceu
Pequeno anjo
De cabelos encaracolados de doce menino
Sorriso maroto de um lindo garoto travesso!

Ah! Meu menino
Que dor é essa
Que no coração de mãe é tão profunda
Que sussurra: “Nunca vamos te abandonar” filho
Querendo nesta frase perpetuar sua vida
Em dor incontida...

Um sorriso triste de melancolia
Sopra o adeus e para Deus
Entrego-lhe filho meu
Estaremos juntos nos seus caminhos além
Seguiremos seus passos
Pelo amor incondicional que nos uniu
Pai mãe irmão
Uma família eterna de coração para coração!

Quisera a vida de nós lhe ceifar
Para esse jazigo triste
Onde somente uma lápide fria
Escrevem o seu nome e o seu nascimento
Junto à data de despedida...
Mas a certeza eterna do nosso amor
Aquecem suas memórias dentro da saudade etérea...

A despedida hoje canta para você
Amado Vitinho
Com certeza você foi aqui
Um grande Maluco beleza!

Em 05 de maio de 2009


DEDICO ESSE POEMA IN MEMORIAM DO MEU AMADO SOBRINHO
CARINHOSAMENTE VITINHO (VICTOR PIRES NEVES)!

Quinta-feira, 30 de Abril de 2009


UM SONHO INTEIRO DE AMOR
De Regilene Rodrigues Neves

Sentei na calçada da alma
Para ouvir sentimentos de amor
Poesias espalhadas ali dentro
De um coração vazio de alguém
Enchendo-me de sentimentalidades
Sensibilidades dilatadas do frasco

A pele tão frágil
Sentia a carência
Derramando dos poros
O chão molhado
Refletia um olhar distante
Numa ausência íntima...

Ali solitários devaneios
Passeavam pela saudade
O passado derruído na despedida
Calada por morte...

O amor sem resposta de outrem
Parece querer compartilhar a minha dor
Que para sempre parece ter levado de mim o amor...

Sem abraço sem colo
Deito na calçada fria
Somente minha alma ouvia minha solidão
Derramando versos do coração...

Adormeci ali sobre um sonho
Alguém sussurrava carinho ao meu ouvido
Pegando-me no colo dizia vem meu amor
Vou-te por na cama e te cobrir de beijos
Para aquecer teu corpo
Adormeça vou velar teu sono
Enquanto sonhas comigo...

Por horas ouvi uma poesia de amor declamada
Tocada feito música romântica no meu coração
Que escutava do infinito um som de ilusão...

Quimeras numa rota sem destino
Encontrava fantasias pelo caminho...

Rolamos num tapete mágico de sonhos
Meu corpo dentro do teu fundindo o próprio êxtase
Que de uma dimensão além me aquecia de odes
Tive o exaspero de uma lágrima
Tão verdadeira caia do meu sonho
Acordei ali molhada de sentimentos...

Olhei derredor da noite
O céu parecia que piscava para mim
Cada estrela tecia sua luz adjacente ao luar
Que descia do firmamento sobre a terra
A sua brisa me abraçou ali
Num lânguido abraço solitário...

Peguei as alíneas da minha alma
E caminhei deixando para trás
O sonho que ali na calçada da alma sonhei
Não sei até quando deles viverei...

Em 30 de abril de 2009


Segunda-feira, 27 de Abril de 2009


CONTO DE FADAS
De Regilene Rodrigues Neves

O tempo cheio de inverno no firmamento
Meu coração sem cobertor
Procura abrigo na cama fria...

Meu corpo aquecido
De sentimentos pela alma
Cheia de calor
Crepita ao som do coração...

Uma canção de amor me faz dormir
E ouvir seu ritmo de sonhos...

Olho lá fora e te imagino
Chegando ao portão
Flores na mão
O olhar romântico me chamando...

Um misto de paixão e emoção
Acelera dentro do peito
Convidando-me para ouvir a noite
Fazendo serenata na minha janela
Viro princesa de um conto de fadas
Por um momento me perco sonhando...

Mulher adulta
Atrevo-me a ser adolescente...

Desço correndo
Pelas escadas de um castelo de fantasias
Tamanho sonho de amor
Vou ao teu encontro feito princesa

A magia solta no imaginário
Escreve um conto de fadas no céu
A lua parece beijar a terra
E as estrelas lá em cima
Piscam para mim...

Ouço sua voz apaixonada
Olhar penetrante de príncipe
Lábios amendoados de desejo
Expressando quase um beijo

As mãos esperando as minhas
Para se entrelaçarem
E juntos cavalgarmos em sonho...

Acordei sentindo cheiro de flores
Dos jardins onde passamos
O perfume do crisântemo e da azaléia
Misturados na fragrância da manhã
Lá fora o inverno chegando
A neve branca sobre a folhagem
Parecem plumas no jardim
As flores que ali existiam na primavera
Trazem uma estação de nostalgia...

Um sorriso no canto dos lábios
Faz brilhar meu olhar
A minha menina
Esteve aqui a me fazer sonhar
Uma poesia de ilusão
Soprou seus sonhos no meu coração
Quanta imaginação!...

Em 27 de abril de 2009


Domingo, 26 de Abril de 2009


ÁTIMO DE SAUDADES
De Regilene Rodrigues Neves

Saudade do ventre
Onde tive sonhos e esperanças
Saudade de nascer
E voltar a ser criança
Sem me preocupar
Se serei feliz um dia

Sem ninguém me cobrar
Pelo que tentei,
Mas não dei conta de ser.

Saudade de sentir saudade
Das coisas que não vivi
De gritar pra vida
Que ainda não desisti!

Saudade do encontro
Que não encontrei
Dos sonhos que não sonhei
Porque a desilusão
Me roubou esta ilusão...

Saudade de andar lá fora
Procurando meu destino
Que em meio a tanto desatino
Virei prisioneira do meu caminho...

Saudade que num pingo d’água escorre
Feito lágrima... Chora tantos sentimentos
Que a saudade aflora...

São saudades
Que vividas ou não vividas
Me lembram que ainda existo
Num frasco que escorre
Seu perfume para trás
Essências do meu eu evaporam
Exalei minha fragrância pelo tempo

Soprei poesia da pele da alma
A folha que descia escrevia
Minha ode no outono
Caíram no chão
Onde pisaram
Quebrando todo encantamento...

Leigos ao sentir meu aroma
Fez um rastro de lembranças...

Quem sabe o vento
Sopre os pedaços das minhas folhas
Para outra estação
Onde elas possam cobrir
Algum coração sobre o inverno
Em noite de solidão...

Sei que pareço triste,
Mas são folhas amaduradas
De saudades de coisas
Roubadas da minha essência
Que às vezes escorrem
Num átimo de tristeza
Nada que me arranque
A alegria da vida
De pertencer a este mundo
De estações ora tristes ora felizes
Que me fazem cair numa folha de outono
E renascer em primaveras...

Sou uma poesia de faces melodiosas
Algumas sopram saudades
De estrofes melancólicas
Outras são lembranças
Que me enchem de esperança
Porque renascem no simples prazer de viver!

Em 26 de abril de 2009


DESABAFO
De Regilene Rodrigues Neves

Escrevo para fugir da realidade
Minha solidão maior
Trás a tona minha criança
Meus medos cheios de cicatrizes
Se disfarçam na força de uma guerreira

Mas o campo de batalha
Fenecem os meus dias
Nos escombros...
Não reconheço a minha face
Somente uma alma
Tenta soprar as cinzas do meu peito

O coração ainda bate
Contraditório a minha dor
Que se esconde por trás de um sorriso
Disfarçado de lágrimas

Tento desesperadamente
Não me causar essa tristeza
Me apego a esta poesia
Que ouve em silêncio
Meu desabafo...

Por aqui um mundo
Que não conheceu outrora
Apegado a suas carências
Cresceu frágil e sensível como poeta...

Quem me dera não ser esse amontoado
De versos tristes que me afagam
Cheios de sentimentos
Que por vezes me tocam no meio da noite
Apertando meu corpo contra o peito
Suspirando um vazio
Que supera minha alegria de viver...

São momentos efêmeros
Que se juntam para escrever
Um lado triste que persiste sobreviver!

Quisera eu rasgar essa roupa de amor
Que veste a minha alma
Correr para rua lá fora
Sem ter medo da felicidade que me apavora
Porque ser feliz é um medo infantil
Que cresceu comigo
Me escondendo desde a infância
Das maldades dos adultos
Que em furtos da minha liberdade
Me aprisionaram dentro da realidade.

Hoje olho em volta de uma aparência e choro
Por esta covardia que me torna prisioneira
De um frasco de sentimentos
Que somente uma poesia ouve,
Mas que minha realidade nunca soube
Porque fingi pra mim mesma
Ser mais forte que uma criança tola amedrontada
E acabei disfarçando uma tristeza por anos a fora...

Em 25 de abril de 2009

Terça-feira, 21 de Abril de 2009


ADEUS
De Regilene Rodrigues Neves

Sinto ao ler a última frase:
O adeus!... Sem olhar para o meu eu
Saiu friamente sem nenhum gesto
Todo aquele amor de nada significou,
Para me deixar aqui
Feito um objeto sem alma
Vagando solitária por avenidas de sentimentos...

De um lado um coração apertado
Dentro de um peito desolado
Do outro a dor inteira no meu corpo
Fazendo escorrer lágrimas do meu íntimo...

O vazio tomando posse
Dos teus pertences
Arrancados de mim
Sem nenhum gesto de ternura...

Simplesmente me abandona
Enfeitiçado por outro amor
Que dissestes em covardia maior que o meu!

Sem entender me recolho a minha insignificância
E viro lágrimas copiosas
Que caem silenciosas ao chão
Ainda peço-te perdão mesmo que em vão
Tentando me perdoar pelo que te causei
Até mesmo supliquei apelei com emoção!

Já de costas a distância entre nós
Ouve os gritos da separação
Te levando de mim para outro coração!

Derredor esquecido
Meus sentimentos
Dentro de um frasco vazio...
A ausência procurando lembranças tuas
Pelos arredores das paredes
Que ouviram nosso amor...

Tuas mãos ainda no meu corpo
Marcando todo um território teu
Ouço teus gemidos ensandecidos de paixão
Agora nada mais que doce ilusão
De um aventureiro que de amor em amor
Somente explorou meu coração
E sem se despedir me disse adeus!...

Em 21 de abril de 2009


DECLARAÇÃO DE AMOR
De Regilene Rodrigues Neves

Ouço vozes de amor
Pressinto desejos na alma
Que rondam e sondam meu corpo
Em calor de ternura
Um abraço envolto
Por trás de sonhos
Beijam-me entre a felicidade e a alegria...

Ouço tua poesia
Feita numa declaração de paixão
São versos delicados de extrema magia
Estrofes de emoção
Soltas entre os dedos das mãos
Acariciando o coração...

Alíneas poéticas
Em face do encantamento
De um olhar enternecido
De fantasias... Algumas rimas
Entrelaçam-se... Outras viram borboletas
Sugando mel em favos de primaveras...

O próprio êxtase extraído do colo
Que afaga em sentimentos toda a alma
Em comoção do teu amor!

Pronuncia nos lábios
Beijam de carinho
A face que te espera
Em odes românticas de um poeta
Que ama com a intensidade do coração...

Ouço assim tua canção
Numa letra poética de amor
Feita pra mim em declaração!...

Em 21 de abril de 2009

Sábado, 18 de Abril de 2009


LAMENTO DE UMA POESIA SEM AMOR
De Regilene Rodrigues Neves

Quantos beijos
Habitam em meus lábios
Em silêncio devoto de amor!

Quantos olhares
Olhando a distância
Num resto de esperança
De te ver perto de mim...

Quantos medos
Causaram esta indiferença
Afastando-me da tua presença...

Quanta solidão
Permite em comoção
Esta lágrima que chora por ti!

Quanto amor sem rumo
Trilha num caminho estreito
Lado a lado do peito
Feito desejo sem beijo
Da tua boca...

Quantas noites
Quantas luas se repetem
Para que meus dias te esperem...

Quantos sonhos dormidos
Abraçados no teu corpo
E eu aqui sozinha
Bebendo cálices de lágrimas
Olhando a madrugada
Que sem dormir me faz companhia...

Quanta poesia aleatória
Sem destino
Guarda o poeta
Para um amor desconhecido...

Um livro folheado
Nunca declarado
Ao teu ouvido...

Odes sopradas lá fora
Te procuram em pensamento
Por onde andarás amor
Sem minha poesia!

Quantos versos escritos pra ti
Hoje no passado
Guardados de saudades tua...

Quantas lembranças
Em páginas amareladas
Pelos cantos da alma
Sem serem lidas por ti
Porque ali permanecem abandonadas...

Quantas vezes
Li e reli a palavra amor
Sem ouvir que me amavas
Pra quem tantos versos
O coração pronuncia
Se nunca leu
O que pra ti ele escreveu
Com tanto amor!

Quantas vezes
Terei que me questionar
Porque ainda te escrevo
Se a resposta anda solitária comigo...

Sei que ainda escrevo
Porque sou poeta
Que sobrevive de poesia
Quem sabe um dia
Alguém pra te me envia
E eu sem saber te acaricio
E tenha significado tanta poesia
Nesse lamento de amor!

Em 18 de abril de 2009

Segunda-feira, 13 de Abril de 2009


O SENTIDO DA VIDA
De Regilene Rodrigues Neves

O novelo da vida
Vai se desenrolando
No tempo...

Os erros
Vão ensinando-nos
O significado das respostas...

O sentido
Dos caminhos que tomamos
Não é tão somente errar,
Mas aprendermos com eles
O que diz as entrelinhas...
Nada é por acaso
E tudo é um fato.

Cada um carrega
Uma dimensão profunda
Lá está tudo transparente
Como os olhos de Deus
Que enxerga dentro de nós.

O livro da vida
Está aberto
Suas folhas vão passando
Lendo-nos capítulo por capítulo
Nenhuma interrogação
Está sem resposta.

Cada lágrima
Cada sorriso
Pratica uma ação
E provoca uma reação.

Por trás de um significado aparente
Nem sempre está a verdade
Cuidado na hora de apontar
Porque pode está destruindo
A verdadeira essência
Escondida no simples ato
De amar e ser amado!

Julgar pode parecer mais fácil
Porque não implica
Reconhecer que errou.

Por trás das coisas ruins
Pode conter algo de bom
Que nós lutamos
Por querer não enxergar
Visualizados só na aparente dor.

O que é sofrer
Se não somente crescer
Passo a passo com os nossos erros
Errar fica tão sem sentido
Quando o sentido por trás é tão maior!


Em 13 de abril de 2009




SOBRE O PARAPEITO DO INFINITO
De Regilene Rodrigues Neves

Desmaia a rosa
No parapeito do infinito
Sonhos molhados de noite
Orvalha o perfume
Que evapora da essência...

Uma lagrima adocicada
Cai desprendida de sentimentos...

O amor esquecera ali
O presente oferecido aos céus
Como prova secreta do coração
Em seu desejo de paz!

Na face branca da pétala
Uma ode declara a poesia
Esquecida ao relento
Uma prece em lamento
Jaz sobre o tempo
Feito relicário de lembranças
Guardadas de saudade...

A poesia avista
A dimensão in loco
No lugar da alma...

Suas folhas alongadas
Em dois braços
Abraçam o corpo
Na carência sentida
No abandono ali
Sobre um precipício de ilusões...

A esmo o destino
Numa brisa
Sopra o seu cheiro de flor
Em abandono de amor...

A memória de uma poesia
Escreve seu verso ali a reverso...

No seu templo imensurável
Clandestina alma
Em sepulcro alento de paz!

Dimensão longínqua
De uma beleza efêmera
Transitória por uma rosa
Que sobre o infinito medita
Em silêncio sua poesia de amor!...

Em 13 de abril de 2009